Ele me perguntou se eu gostava dele. Eu falei que sim. Falei que sim porque eu gostava de verdade. Talvez não gostasse tanto quanto ele achava que eu gostasse ou achasse que eu deveria gostar, mas gostava. Gostava sim. Mas só gostava. Não era mais que isso e não podia ser mais que isso. É porque é sempre difícil pra mim. É sempre difícil começar de novo. Porque o coração ainda dói tentando pegar do chão os pequenos pedacinhos nos quais se transformou depois da última grande queda.
Ele me olhava nos olhos e me esperava. Sim, ele esperava alguma coisa e isso eu lia com clareza nos olhos azuis. Esperava que eu dissesse que não era por isso que eu dizia as coisas que eu dizia. Seu complexo que faz isso. Ele sempre acha que não é pelo que eu falo. Ele acha que é por causa do outro lance. Mas não era. E não é. Só é um pouco complicado. Complexo? Sim. Porque nada é claro e simples quando se trata em gostar de novo.
Ele disse que eu não devia me apressar. Concordo. Acho que não devo mesmo. Às vezes boto os carros na frente dos bois-- quase sempre na verdade. Aí eu respirei fundo e falei olhando naquele azul que me dá vontade de surfar que eu ia com calma. Porque não tem como apressar isso. "Não se pode apressar o amor", como diria Phill Collins. Mesmo porque amor não é evento, acontecimento; amor é construção. E nenhuma construção fica pronta de uma hora pra outra, dum dia pro outro. É tudo questão de tempo.
Será que é por causa da outra coisa? Eu fico com medo que sim. Mas sei, no fundinho, que não é só isso.
Ele me perguntou se eu gostava dele. Eu falei que sim. Porque eu acho que sim. Mas até onde...? Aí eu já não sei.
Ele me olhava nos olhos e me esperava. Sim, ele esperava alguma coisa e isso eu lia com clareza nos olhos azuis. Esperava que eu dissesse que não era por isso que eu dizia as coisas que eu dizia. Seu complexo que faz isso. Ele sempre acha que não é pelo que eu falo. Ele acha que é por causa do outro lance. Mas não era. E não é. Só é um pouco complicado. Complexo? Sim. Porque nada é claro e simples quando se trata em gostar de novo.
Ele disse que eu não devia me apressar. Concordo. Acho que não devo mesmo. Às vezes boto os carros na frente dos bois-- quase sempre na verdade. Aí eu respirei fundo e falei olhando naquele azul que me dá vontade de surfar que eu ia com calma. Porque não tem como apressar isso. "Não se pode apressar o amor", como diria Phill Collins. Mesmo porque amor não é evento, acontecimento; amor é construção. E nenhuma construção fica pronta de uma hora pra outra, dum dia pro outro. É tudo questão de tempo.
Será que é por causa da outra coisa? Eu fico com medo que sim. Mas sei, no fundinho, que não é só isso.
Ele me perguntou se eu gostava dele. Eu falei que sim. Porque eu acho que sim. Mas até onde...? Aí eu já não sei.