sexta-feira, maio 29, 2009

imune

Tá... Eu acho que já falei sobre isso, mas eu não ligo e quero falar de novo porque eu li o blog da Tati e me deu saudade. E aí eu tô me perguntando se eu estou/sou imune a certos tipos de saudade. E o pior é saber que sim, estou/sou.
Eu acho que sinto saudade de amigos, de estilos, de beijos, olhares, de coisas que foram. Eu só não sinto falta do que sempre é. Acho que é por isso que eu não sinto muita falta de família. Não sinto falta do meu pai ou de tios e avós. Tenho até uma quase certeza de que eu não sentiria falta da minha mãe se eu viajasse, por mais que a ame e a ache fundamental em determinados momentos.
Eu não sei se isso eu encaro como uma frieza ou uma espécie de inércia inevitável de uma pessoa que se preocupa demais consigo própria (ou próprio). Ou se é normal também. Nunca parei pra perguntar pros outros sobre isso.
Uma vez postei aqui no blog dizendo que eu era um cara saudozista, falei de amores que nunca morrem, etc. Talvez eu seja saudozista mesmo com essas coisas que eu tenho medo de que jamais voltarão a ser. Eu fico imaginando meus amigos do Rio e lembrando da nossa amizade e eu tenho medo dessa convicção de que a gente não vai mais se ver se eu não fizer alguma coisa. É esquisito isso. Estar ligado a alguém por um vínculo puramente emocional e que, com uma palavra, por mais que não nos vejamos, eu poderia magoá-los.
Nossa. Tô viajando já.

mais um ano...

Engraçado como eu não me dedico a blogs. Faz mais de um ano. Bem mais de um ano que eu não escrevo uma palavra se quer. E o mais louco e olhar os meus últimos posts e ver o quanto eu me dedicava escrevendo aqui. Estranho né?
Mais uma vez muita coisa mudou. Mudou bastante. Talvez seja egoísta escrever sobre as melhoras na sua vida, mas se blogs não são coisa de gente egoísta, não sei mais ou que pode ser.
Há um ano eu era editor. Trabalhava em dois lugares, fazendo a mesma coisa. Em um eu achava que ia crescer, virar alguém, ser foda. No outro eu sempre soube que não me levaria a lugar nenhum. Há um ano eu estava sozinho, com poucos amigos, ainda me conhecendo. Há um ano eu era o Phil.
Hoje sou diretor. Trabalho num lugar que adoro, com gente que gosto, fazendo o que gosto. Tenho o orgulho de levar todo Sábado um seriado para a televisão. Toda semana conto uma história, passo informação e faço minha marca no mundo - ainda que seja num mundo pequeno, mas eu faço. Adoro o fato de tocar as pessoas. Adoro o fato de saber que o que eu digo e penso faz a diferença na vida dos outros. E isso é do caralho!
Hoje eu não estou mais sozinho. Estou solteiro, mas não sou sozinho. E tenho mais amigos. Amigos especiais. Amigos tão especiais que as vezes me confundem a cabeça - e eles sabem disso.
E mudei. Amadureci. Cresci. Hoje eu me sinto completo de alguma forma. Tô bastante orgulhoso do cara que me tornei e que estou virando. Isso é legal. Me surpreendo muito com como eu lido com situações e consigo aprender com elas. E como eu sei superar desafios que são postos na minha frente.
Sei lá. É bom estar aqui. E acho que não tenho mais aqueles questionamentos de antes. Porque hoje eu faço diferença na vida dos outros. Seja pela televisão, pela internet ou mesmo pentelhando elas todo dia aqui do lado.