O legal de se trabalhar com e para adolescentes é que você sempre tem surpresas. Por mais que eles sejam inacreditavelemente iguais, ainda assim conseguem surpreender.
Adolescentes podem ser muito divertidos. E eu gosto porque me vejo muito neles. É tudo sempre muito rápido, muito mutável, muito inconstante, muito apaixonado em todos os sentidos e isso é que é muito legal. Porque aí você chama a pessoa para fazer o seu programa e ela se apaixona por aquilo e logo se torna a vida dela e ela só pensa naquilo e não quer fazer outra coisa e quer se enturmar e tirar fotos e ser popular e ler roteiro e criar e ... Eles não param!
Desde que comecei a dirigir o its Séries passei a andar muito com os adolescentes, mesmo porque pra mim funciona como laboratório na hora de escrever roteiros na busca de um realismo maior. E andar com eles significa pegar um pouco de suas adolescências. Lembro-me de alguns episódios em que tive que me policiar porque eu tinha regredido emocionalmente. Verdade! Eu estava, por exemplo, me "apaixonando" simplesmente pela idéia de uma pessoa. E não que fosse paixão de fato, mas dava todos aqueles sentimentos esquisitos de frio na barriga, ansiedade, mão suando e ficar escrevendo musiquinhas chubirubs sobre a pessoa e tudo mais... Medo!? E comecei até a me comportar um pouco adolescente, com aqueles sonhos intensos e incríveis e muita angústia. Sim, eu estava angustiado de simplesmente viver o que vivo hoje, na busca incansável por mudanças. Sério. E isso assusta. Mas é fascinante. É fascinante porque hoje eu entendo muito os adolescentes e quando eu escrevo me sinto ali, em cada personagem e tento passar essas emoções todas nas falas e situações. Claro que os atores são fundamentais e, aliás, sem eles eu não viveria metade disso e não saberia nada desse mundo, ficando pra trás na minha adolescência que, acredite, foi muito diferente.
Uma coisa que me deixa bobo com os jovens de hoje é como a Internet não é mais um acessório para eles, mas sim uma extensão de suas vidas. Eles, de fato, vivem o Orkut, o Facebook, o Twitter. Não são coisas externas que fazem parte de suas vidas, eles são suas vidas. Estar ali atualizando fatos e fotos, não é divertido, é necessário. E aí eles buscam, dessa forma, se expor cada vez mais, porque eles acreditam que é a imagem deles seu maior atributo. Sim, vivendo de Internet eles acabam vivendo num mundo extremamente imagético onde o bonito é o que se destaca, e o que se destaca vence no final. Não porque exista uma guerra, mas porque eles criam essa miniguerra particular sozinhos! E lutam contra si mesmos. E aí fica aquela coisa superficial e quase sem limites, chegando no ponto dessas menininhas sem cabeça ficarem mostrando os peitos na Twitcam a troco de visualizações.
Não vou culpar todos os adolescentes ou colocá-los no mesmo saco. Mesmo porque os meus, por exemplo, não são assim. Tive sorte de até hoje ter sempre gente pé no chão, cabeça feita, no meu elenco. Nem sempre, mas quase sempre. Tivemos um ou outro caso de desmiolamento, mas já foi sanado.
Hoje se eu não estivesse no its, acho que estaria ainda trabalhando com esse público. Porque eles me fazem bem, apesar dessas loucuras todas. Eles deixam vivo em mim o espírito que eu mais gosto, o meu lado infantilzão, brincalhão e divertido. Se eu fosse levar a sério cada coisinha da minha vida, eu acho que já teria enfartado. Aí busco força neles e nesse lado. O lado que me faz cantar no carro imaginando que estou cantando pra um público, que me faz continuar sonhando bobagens e escrevendo músicas e me divertindo com gente dez anos mais nova que eu... Enfim, essas adolescências saudáveis que fazem da gente feliz. Só espero não ficar mostrando o pinto na webcam... pelo menos não por Twitter.
Adolescentes podem ser muito divertidos. E eu gosto porque me vejo muito neles. É tudo sempre muito rápido, muito mutável, muito inconstante, muito apaixonado em todos os sentidos e isso é que é muito legal. Porque aí você chama a pessoa para fazer o seu programa e ela se apaixona por aquilo e logo se torna a vida dela e ela só pensa naquilo e não quer fazer outra coisa e quer se enturmar e tirar fotos e ser popular e ler roteiro e criar e ... Eles não param!
Desde que comecei a dirigir o its Séries passei a andar muito com os adolescentes, mesmo porque pra mim funciona como laboratório na hora de escrever roteiros na busca de um realismo maior. E andar com eles significa pegar um pouco de suas adolescências. Lembro-me de alguns episódios em que tive que me policiar porque eu tinha regredido emocionalmente. Verdade! Eu estava, por exemplo, me "apaixonando" simplesmente pela idéia de uma pessoa. E não que fosse paixão de fato, mas dava todos aqueles sentimentos esquisitos de frio na barriga, ansiedade, mão suando e ficar escrevendo musiquinhas chubirubs sobre a pessoa e tudo mais... Medo!? E comecei até a me comportar um pouco adolescente, com aqueles sonhos intensos e incríveis e muita angústia. Sim, eu estava angustiado de simplesmente viver o que vivo hoje, na busca incansável por mudanças. Sério. E isso assusta. Mas é fascinante. É fascinante porque hoje eu entendo muito os adolescentes e quando eu escrevo me sinto ali, em cada personagem e tento passar essas emoções todas nas falas e situações. Claro que os atores são fundamentais e, aliás, sem eles eu não viveria metade disso e não saberia nada desse mundo, ficando pra trás na minha adolescência que, acredite, foi muito diferente.
Uma coisa que me deixa bobo com os jovens de hoje é como a Internet não é mais um acessório para eles, mas sim uma extensão de suas vidas. Eles, de fato, vivem o Orkut, o Facebook, o Twitter. Não são coisas externas que fazem parte de suas vidas, eles são suas vidas. Estar ali atualizando fatos e fotos, não é divertido, é necessário. E aí eles buscam, dessa forma, se expor cada vez mais, porque eles acreditam que é a imagem deles seu maior atributo. Sim, vivendo de Internet eles acabam vivendo num mundo extremamente imagético onde o bonito é o que se destaca, e o que se destaca vence no final. Não porque exista uma guerra, mas porque eles criam essa miniguerra particular sozinhos! E lutam contra si mesmos. E aí fica aquela coisa superficial e quase sem limites, chegando no ponto dessas menininhas sem cabeça ficarem mostrando os peitos na Twitcam a troco de visualizações.
Não vou culpar todos os adolescentes ou colocá-los no mesmo saco. Mesmo porque os meus, por exemplo, não são assim. Tive sorte de até hoje ter sempre gente pé no chão, cabeça feita, no meu elenco. Nem sempre, mas quase sempre. Tivemos um ou outro caso de desmiolamento, mas já foi sanado.
Hoje se eu não estivesse no its, acho que estaria ainda trabalhando com esse público. Porque eles me fazem bem, apesar dessas loucuras todas. Eles deixam vivo em mim o espírito que eu mais gosto, o meu lado infantilzão, brincalhão e divertido. Se eu fosse levar a sério cada coisinha da minha vida, eu acho que já teria enfartado. Aí busco força neles e nesse lado. O lado que me faz cantar no carro imaginando que estou cantando pra um público, que me faz continuar sonhando bobagens e escrevendo músicas e me divertindo com gente dez anos mais nova que eu... Enfim, essas adolescências saudáveis que fazem da gente feliz. Só espero não ficar mostrando o pinto na webcam... pelo menos não por Twitter.
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