"Oi, como vai você?".
Eu comecei a escrever de novo. Fazia mais de um ano que eu não tocava nos meus textos. E não estou falando dos textos do meu blog, que parecem também ter reavivado, mas do meu livro mesmo.
Que livro Phil?
Vou explicar.
Em 1999 quando eu era apenas um piá de bosta, comecei a escrever histórias sobre um garoto de 15 anos de idade que se descobria homossexual quando estava na melhor fase de seu namoro com uma menina. Ia rolar a primeira vez deles e tudo mais, quando ele só conseguiu se excitar quando imaginou a situação toda acontecendo com um cara que ele tinha conhecido. Esse foi o começo da série "Bent". No começo ela tinha o nome escrotíssimo de "Sexo, Amor, Confusões e Outros" (S.A.C.O. ¬¬) , que comecei a publicar num site horrível que eu tinha com alguns outros contos meus - contos eróticos envolvendo os membros da boyband Backstreet Boys. Sim, eu era desse tipinho mesmo. Comecei com uma histórinha, depois mais uma, depois outra, quando eu vi, eu estava com mais de 35 mil leitores e mais de 30 contos ou capítulos dessa história muito louca, que envolvia questões como a auto-aceitação, a aceitação dos amigos, dos pais, como se abrir para os outros, o primeiro relacionamento, primera vez, paixão por um cara hétero, entre diversos outros assuntos. A série foi muito divertida de fazer e inclusive me rendeu um relacionamento e várias amizades que mantenho até hoje.
Quando foi 2003 eu dei início a uma outra que seria a Segunda Temporada dessa primeira, agora com meu personagem principal mais velho, na faculdade, vivendo outros problemas e outras situações. Nesse mesmo ano, mudei o nome da história para Bent por conta da música do Matchbox 20, que eu tanto gostava. E pior é que veio a calhar... Além de "torto", Bent significa "gay". Acredita?
Desde 2002 eu tinha o projeto de lançar um livro sobre essa série. Primeiro porque eu acho que é uma temática que tem muito a ver comigo mesmo e que eu vi, quando tinha o site, muita gente se identificava. Acho que as pessoas precisam desse tipo de literatura, até para encontrar um certo conforto. Um conforto que eu não tive quando cresci. Eu me descobri sozinho, devagar, quando me apaixonei por um professor de inglês.
No início eu não aceitava isso. Não aceitava a idéia de estar gostando de um homem. E pra mim faltou esse suporte, de saber que eu não era o único. Eu sofria com aquilo. Por mais que fosse óbvio, era dolorido. Sabe aquele lance de pressão da sociedade? É verdade! Ainda mais que eu cresci numa cidadezinha de merda, com só 18 mil habitantes, onde eu sou praticamente uma celebridade por conta dos negócios de meu pai, onde todo os olhos estão em cada movimento meu. Foi foda!Quando me abri para duas amigas e depois para minha mãe, a coisa começou a ficar levemente mais fácil, até a hora que eu comecei a buscar a minha aceitação nos outros. Aí contava pra todo mundo que eu achava que fosse mais ou menos simpático, sempre fazendo um drama, dizendo que eu tinha um "problema" e que eu precisava que eles me aceitassem. Na verdade, era eu quem precisava disso! E eu nunca tive ninguém pra colocar a mão no meu ombro e dizer: ei, você não é o único, isso é normal e tudo vai se encaixar eventualmente.
Ver que meus textos estavam dando este tipo de apoio a outros jovens como eu, me fez um bem incrível. E é isso que eu quero com meu livro. Quero que a história do meu menino seja um consolo e um apoio para todos esses que estão ali se descobrindo, ou experimentando, vai saber? E é muito gostoso estar fazendo isso de novo depois de muito tempo. Organizar esses contos em forma de livro está sendo um exercício delicioso, lento e prazeroso que eu to tentando. E graças, especialmente, a um amigo meu que pega tanto no meu pé! Mesmo eu tendo planos disso a tanto tempo, o Lucas me enche a paciência e é capaz de eu fazer ainda uma dedicatória pra ela. Por mais pentelho que ele seja, eu sei que o faz pelo valor do que eu escrevi. Porque realmente é uma coisa legal de se ler. Personagens cativantes, histórias interessantes, uma mensagem marcante... Acho que pode ser uma coisa legal. O mais difícil é fugir do que ue já tinha feito, com a trama se passando nos Estados Unidos, com nomes todos americanos. Que que eu posso fazer? Eu era um piá de bosta, não era? Pra mim tudo que vinha de fora era lindo. E acho que fiz a história lá sob a idéia de que lá nos States a aceitação da homossexualidade fosse mais fácil. Nem sei se é, mas eu achava que sim.
Enfim, tem coisa vindo por aí. Não vou fazer promessas, porque eu nunca sou muito bom com elas. Mas tudo bem. Eu vou tentar. E quando sair, eu juro que mostro pra quem quiser ver.
Eu comecei a escrever de novo. Fazia mais de um ano que eu não tocava nos meus textos. E não estou falando dos textos do meu blog, que parecem também ter reavivado, mas do meu livro mesmo.
Que livro Phil?
Vou explicar.
Em 1999 quando eu era apenas um piá de bosta, comecei a escrever histórias sobre um garoto de 15 anos de idade que se descobria homossexual quando estava na melhor fase de seu namoro com uma menina. Ia rolar a primeira vez deles e tudo mais, quando ele só conseguiu se excitar quando imaginou a situação toda acontecendo com um cara que ele tinha conhecido. Esse foi o começo da série "Bent". No começo ela tinha o nome escrotíssimo de "Sexo, Amor, Confusões e Outros" (S.A.C.O. ¬¬) , que comecei a publicar num site horrível que eu tinha com alguns outros contos meus - contos eróticos envolvendo os membros da boyband Backstreet Boys. Sim, eu era desse tipinho mesmo. Comecei com uma histórinha, depois mais uma, depois outra, quando eu vi, eu estava com mais de 35 mil leitores e mais de 30 contos ou capítulos dessa história muito louca, que envolvia questões como a auto-aceitação, a aceitação dos amigos, dos pais, como se abrir para os outros, o primeiro relacionamento, primera vez, paixão por um cara hétero, entre diversos outros assuntos. A série foi muito divertida de fazer e inclusive me rendeu um relacionamento e várias amizades que mantenho até hoje.
Quando foi 2003 eu dei início a uma outra que seria a Segunda Temporada dessa primeira, agora com meu personagem principal mais velho, na faculdade, vivendo outros problemas e outras situações. Nesse mesmo ano, mudei o nome da história para Bent por conta da música do Matchbox 20, que eu tanto gostava. E pior é que veio a calhar... Além de "torto", Bent significa "gay". Acredita?
Desde 2002 eu tinha o projeto de lançar um livro sobre essa série. Primeiro porque eu acho que é uma temática que tem muito a ver comigo mesmo e que eu vi, quando tinha o site, muita gente se identificava. Acho que as pessoas precisam desse tipo de literatura, até para encontrar um certo conforto. Um conforto que eu não tive quando cresci. Eu me descobri sozinho, devagar, quando me apaixonei por um professor de inglês.
No início eu não aceitava isso. Não aceitava a idéia de estar gostando de um homem. E pra mim faltou esse suporte, de saber que eu não era o único. Eu sofria com aquilo. Por mais que fosse óbvio, era dolorido. Sabe aquele lance de pressão da sociedade? É verdade! Ainda mais que eu cresci numa cidadezinha de merda, com só 18 mil habitantes, onde eu sou praticamente uma celebridade por conta dos negócios de meu pai, onde todo os olhos estão em cada movimento meu. Foi foda!Quando me abri para duas amigas e depois para minha mãe, a coisa começou a ficar levemente mais fácil, até a hora que eu comecei a buscar a minha aceitação nos outros. Aí contava pra todo mundo que eu achava que fosse mais ou menos simpático, sempre fazendo um drama, dizendo que eu tinha um "problema" e que eu precisava que eles me aceitassem. Na verdade, era eu quem precisava disso! E eu nunca tive ninguém pra colocar a mão no meu ombro e dizer: ei, você não é o único, isso é normal e tudo vai se encaixar eventualmente.
Ver que meus textos estavam dando este tipo de apoio a outros jovens como eu, me fez um bem incrível. E é isso que eu quero com meu livro. Quero que a história do meu menino seja um consolo e um apoio para todos esses que estão ali se descobrindo, ou experimentando, vai saber? E é muito gostoso estar fazendo isso de novo depois de muito tempo. Organizar esses contos em forma de livro está sendo um exercício delicioso, lento e prazeroso que eu to tentando. E graças, especialmente, a um amigo meu que pega tanto no meu pé! Mesmo eu tendo planos disso a tanto tempo, o Lucas me enche a paciência e é capaz de eu fazer ainda uma dedicatória pra ela. Por mais pentelho que ele seja, eu sei que o faz pelo valor do que eu escrevi. Porque realmente é uma coisa legal de se ler. Personagens cativantes, histórias interessantes, uma mensagem marcante... Acho que pode ser uma coisa legal. O mais difícil é fugir do que ue já tinha feito, com a trama se passando nos Estados Unidos, com nomes todos americanos. Que que eu posso fazer? Eu era um piá de bosta, não era? Pra mim tudo que vinha de fora era lindo. E acho que fiz a história lá sob a idéia de que lá nos States a aceitação da homossexualidade fosse mais fácil. Nem sei se é, mas eu achava que sim.
Enfim, tem coisa vindo por aí. Não vou fazer promessas, porque eu nunca sou muito bom com elas. Mas tudo bem. Eu vou tentar. E quando sair, eu juro que mostro pra quem quiser ver.
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