Pela, sei lá, segunda ou terceira vez, já faz um ano que eu não escrevo nada no blog. Não porque eu não tenha o que dizer - eu até tenho - mas acho que porque eu esqueço mesmo que esse negócio existe e só me lembro que bate uma mini-inveja da boa vendo blogs de amigos... Neste outro ano que se passou muita coisa mudou de novo. E eu que achava que minha vida estava monótona. Vieram novos amigos, tive uma mudança significativa em meu trabalho e finalmente uma mudança profunda na minha vida pessoal. Sim, para quem escrevia sobre nunca mais sentir nada e ter entrado numa frieza que não sabia de onde vinha, eu até que estou bem. Hoje eu namoro. É, eu namoro. Depois de quatro anos fechado, permiti que alguém entrasse. Depois de quatro anos, me permiti tentar. E vou dizer... Não é tão fácil quanto a gente pensa não. Mas é tão bom quanto eu lembrava. Ter uma pessoa em quem pensar, a quem se dedicar, com quem dividir momentos é tão bom! E eu achei uma com quem eu posso dividir até os momentos mais monótonos sem ficar me preocupando se ele vai estar entediado. Porque até nisso a gente combina. A gente divide momentos grandes, como uma viagem para o exterior, e até momentos pequenos como ficar em casa vendo um seriado novo ou jogando videogame com amigos. E isso pra mim é um grande passo: abrir a minha vida pessoal totalmente para uma outra pessoa. Sim! Dividir amigos, momentos, diversões, risos. Isso sim é diferente. Isso sim eu sentia falta. E eu juro que agora estou sem medo. Porque ele me deixa assim, mais seguro, mais tranquilo. Se fosse há alguns meses atrás certamente eu já teria arranjado milhões de novas desculpinhas esfarrapadas para evitar sentir, evitar tentar, evitar ser.
E eu fiz isso. Logo no começo, eu fazia isso direto. A Tatu que sabe o quanto. E acho que a Isa também. Acho que toda semana eu tentava achar alguma coisa de errado e elas sempre com as mesmas palavras, mesmo não se conhecendo: "se permita!". E devagarinho fui me permitindo. Doeu, viu? Doeu sim. Porque é muito mais cômodo você ficar fechado, trancado numa conchinha de proteção, se preocupando só com suas manias, suas chatices e a sua companhia, do que botar o coração no mundo e se expor. Porque quando a gente se expoe, vai tudo: o bom e o ruim; e eu tenho uma mania superchata de tentar ser super, de não errar, de não ter defeitos. Virginiano. Tinha que ser virginiano! E até eu chegar a conclusão de que eu erro, eu tenho defeitos, eu não sou super e de ver que ele também tem seus erros, suas manias, seus defeitinhos e não é um super homem, várias minicrises internas, várias batalhas entre razão e emoção, várias minidesculpas esfarrapadas como as de antes passaram pela minha mente psicótica. Demorou. Demorou mas acho que deu certo. Porque eu descobri uma coisa que pode parecer óbvia para os outros, mas certamente eu custei a entender: quem foi que disse que você tem que separar razão de emoção? Quem foi que disse que eu não posso sentir e pensar ao mesmo tempo? Quem foi que disse que eu não posso ser apaixonado pelo meu trabalho, mas comprometido com uma pessoa de carne e osso? O mais engraçado foi ver que todos os meus medos não estavam só em mim. Do lado de lá tinha também. Claro que ele nunca falou. Mas precisava?
Quando você passa quatro anos convivendo com seus próprios medos, angústias e anseios você passa a enxergar as pessoas com um olhar um pouco mais distanciado e começa a notar essas coisas nelas também. E aí você percebe o quanto é ruim se fechar, não se permitir. Porque pode ser uma proteção ótima contra coisas ruins, mas é uma proteção ainda mais forte contra as coisas boas! E ninguém quer se proteger de coisas boas! E, tipo, a gente se dá bem, sabe? Até no silêncio a gente se dá bem. Várias vezes a gente não fala nada, mas não fica aquele silêncio constragedor. Às vezes a gente não fala nada porque só a companhia um do outro basta. Pra que falar? Pra que explicar?
Então hoje eu sinto. Hoje eu me permito. Eu não falo, mesmo porque tem coisas que eu não acho mais que tenham que ser ditas. Até porque eu tava pensando ontem e eu lembrei de uma coisa... Eu acho que eu tenho mania de dizer eu te amo com tempo marcado. E eu disse eu te amo pra ele com o mesmo tempo que eu já disse pra outras pessoas que, hoje, eu sei muito bem que não amava. Mas a pior parte não foi nem ter dito eu te amo, mas ter agido mais ou menos como a Rachel agiu com o Ross - do seriado Friends - quando ela disse a mesma coisa. Eu praticamente ri. Eu ri porque era ridículo. Eu ri porque eu não amava. Eu ri porque eu, uma pessoa que se julga tão racional e experiente, me vi repetindo o mesmo comportamento que já fiz e confundindo um momento de felicidade gostosa com amor. Aquilo não era amor. Aquilo era felicidade, eu acho. Ou alegria. Ou um desses sentimentos tolinhos que nos fazem confundir as coisas. E eu pra confundir coisas é só estalar os dedos - virginiano, hello!
{Haha. Vou rir de mim mesmo. Que foi que eu disse sobre não pensar? Que eu não pensava. E estou eu aqui descrevendo o processo de amar... O que não falam os apaixonados, né?}
Alguns posts abaixo eu falei sobre ser feliz, o que seria a felicidade e quando a gente sabe que/se está/é feliz. Falei sobre felicidade ser um estado de espírito, sobre não saber se uma pessoa é feliz ou está feliz e sobre deixar sua felicidade depender de um outro. Bom, não acho que a minha felicidade dependa de um outro, mas hoje eu tenho a resposta aquela pergunta: Eu sou, sim, uma pessoa feliz. Eu sou feliz porque eu tenho ao meu redor somente pessoas muito especiais, pessoas de boa índole, de caráter e pessoas que conseguem me ver por trás de tudo isso que eu acho que são meus piores defeitos e ainda assim me amar. Seja namorado, seja amigo ou até mesmo colegas de trabalho, eu sei que eu os cativei de uma maneira especial e isso me faz feliz. Me faz feliz saber que eu faço sim diferença para as pessoas. E não é pra qualquer um. Eu faço diferença na vida de pessoas que eu amo também. E quer mais que isso? E as pessoas que pra mim representam coisas ruins, eu simplesmente corto de minha vida. Porque eu não preciso disso. Hoje eu sei que eu não preciso me forçar a ter amizades ou me forçar em me enturmar, porque isso é natural de mim. Eu tenho esse esqueminha aqui dentro que acaba fazendo amizades ótimas em pouco tempo. Mais feliz que isso não dá.
Também já falei sobre fazer uma diferença no mundo. Desculpa, mas eu faço. Eu faço diferença com o jeito que eu sou, com o trabalho que eu realizo. Porque hoje meu seriado - aquele que falei há algum tempo atrás - está muito bem. E saber que tem gente que vê, acompanha e, principalmente, admira aquilo me faz muito bem. Porque eu sei que evolui como profissional. E esse era um dos meus maiores medos: de ser medíocre. Não estou dizendo que não tenho o que melhorar - claro que tenho! - mas acho que isso está acontecendo do jeito que eu sempre quis... Lentamente. Eu não preciso ir ao topo de foguete. Vou de escadinha mesmo porque quando chegar eu vou ter a consciência de todos os degraus pelos que eu precisei passar e passos que eu preciei dar pra chegar até lá.
Mais uma vez passou um ano que eu não escrevo nesse blog. Um ano. E quem diria que as coisas estariam como estão? Né?
E eu fiz isso. Logo no começo, eu fazia isso direto. A Tatu que sabe o quanto. E acho que a Isa também. Acho que toda semana eu tentava achar alguma coisa de errado e elas sempre com as mesmas palavras, mesmo não se conhecendo: "se permita!". E devagarinho fui me permitindo. Doeu, viu? Doeu sim. Porque é muito mais cômodo você ficar fechado, trancado numa conchinha de proteção, se preocupando só com suas manias, suas chatices e a sua companhia, do que botar o coração no mundo e se expor. Porque quando a gente se expoe, vai tudo: o bom e o ruim; e eu tenho uma mania superchata de tentar ser super, de não errar, de não ter defeitos. Virginiano. Tinha que ser virginiano! E até eu chegar a conclusão de que eu erro, eu tenho defeitos, eu não sou super e de ver que ele também tem seus erros, suas manias, seus defeitinhos e não é um super homem, várias minicrises internas, várias batalhas entre razão e emoção, várias minidesculpas esfarrapadas como as de antes passaram pela minha mente psicótica. Demorou. Demorou mas acho que deu certo. Porque eu descobri uma coisa que pode parecer óbvia para os outros, mas certamente eu custei a entender: quem foi que disse que você tem que separar razão de emoção? Quem foi que disse que eu não posso sentir e pensar ao mesmo tempo? Quem foi que disse que eu não posso ser apaixonado pelo meu trabalho, mas comprometido com uma pessoa de carne e osso? O mais engraçado foi ver que todos os meus medos não estavam só em mim. Do lado de lá tinha também. Claro que ele nunca falou. Mas precisava?
Quando você passa quatro anos convivendo com seus próprios medos, angústias e anseios você passa a enxergar as pessoas com um olhar um pouco mais distanciado e começa a notar essas coisas nelas também. E aí você percebe o quanto é ruim se fechar, não se permitir. Porque pode ser uma proteção ótima contra coisas ruins, mas é uma proteção ainda mais forte contra as coisas boas! E ninguém quer se proteger de coisas boas! E, tipo, a gente se dá bem, sabe? Até no silêncio a gente se dá bem. Várias vezes a gente não fala nada, mas não fica aquele silêncio constragedor. Às vezes a gente não fala nada porque só a companhia um do outro basta. Pra que falar? Pra que explicar?
Então hoje eu sinto. Hoje eu me permito. Eu não falo, mesmo porque tem coisas que eu não acho mais que tenham que ser ditas. Até porque eu tava pensando ontem e eu lembrei de uma coisa... Eu acho que eu tenho mania de dizer eu te amo com tempo marcado. E eu disse eu te amo pra ele com o mesmo tempo que eu já disse pra outras pessoas que, hoje, eu sei muito bem que não amava. Mas a pior parte não foi nem ter dito eu te amo, mas ter agido mais ou menos como a Rachel agiu com o Ross - do seriado Friends - quando ela disse a mesma coisa. Eu praticamente ri. Eu ri porque era ridículo. Eu ri porque eu não amava. Eu ri porque eu, uma pessoa que se julga tão racional e experiente, me vi repetindo o mesmo comportamento que já fiz e confundindo um momento de felicidade gostosa com amor. Aquilo não era amor. Aquilo era felicidade, eu acho. Ou alegria. Ou um desses sentimentos tolinhos que nos fazem confundir as coisas. E eu pra confundir coisas é só estalar os dedos - virginiano, hello!
{Haha. Vou rir de mim mesmo. Que foi que eu disse sobre não pensar? Que eu não pensava. E estou eu aqui descrevendo o processo de amar... O que não falam os apaixonados, né?}
Alguns posts abaixo eu falei sobre ser feliz, o que seria a felicidade e quando a gente sabe que/se está/é feliz. Falei sobre felicidade ser um estado de espírito, sobre não saber se uma pessoa é feliz ou está feliz e sobre deixar sua felicidade depender de um outro. Bom, não acho que a minha felicidade dependa de um outro, mas hoje eu tenho a resposta aquela pergunta: Eu sou, sim, uma pessoa feliz. Eu sou feliz porque eu tenho ao meu redor somente pessoas muito especiais, pessoas de boa índole, de caráter e pessoas que conseguem me ver por trás de tudo isso que eu acho que são meus piores defeitos e ainda assim me amar. Seja namorado, seja amigo ou até mesmo colegas de trabalho, eu sei que eu os cativei de uma maneira especial e isso me faz feliz. Me faz feliz saber que eu faço sim diferença para as pessoas. E não é pra qualquer um. Eu faço diferença na vida de pessoas que eu amo também. E quer mais que isso? E as pessoas que pra mim representam coisas ruins, eu simplesmente corto de minha vida. Porque eu não preciso disso. Hoje eu sei que eu não preciso me forçar a ter amizades ou me forçar em me enturmar, porque isso é natural de mim. Eu tenho esse esqueminha aqui dentro que acaba fazendo amizades ótimas em pouco tempo. Mais feliz que isso não dá.
Também já falei sobre fazer uma diferença no mundo. Desculpa, mas eu faço. Eu faço diferença com o jeito que eu sou, com o trabalho que eu realizo. Porque hoje meu seriado - aquele que falei há algum tempo atrás - está muito bem. E saber que tem gente que vê, acompanha e, principalmente, admira aquilo me faz muito bem. Porque eu sei que evolui como profissional. E esse era um dos meus maiores medos: de ser medíocre. Não estou dizendo que não tenho o que melhorar - claro que tenho! - mas acho que isso está acontecendo do jeito que eu sempre quis... Lentamente. Eu não preciso ir ao topo de foguete. Vou de escadinha mesmo porque quando chegar eu vou ter a consciência de todos os degraus pelos que eu precisei passar e passos que eu preciei dar pra chegar até lá.
Mais uma vez passou um ano que eu não escrevo nesse blog. Um ano. E quem diria que as coisas estariam como estão? Né?
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