domingo, janeiro 28, 2007

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Engraçados os blogs. Esses pequenos "diários" (não necessariamente "diários") eletrônicos parecem liberar um lado diferente das pessoas. São como pequenos livros em que publicamos qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, que se passe na cabeça... Seja uma idéia, uma música, um poema, um texto, um desabafo. Alguns preferem filosofar sobre pequenos aspectos da vida, daqueles que a gente raramente pára pra pensar, e acaba deixando passar, mas que, na verdade, são tão importantes como a vida em si. Outros preferem explorar o lado artístico da pessoa, que declama poemas, ou mesmo textos que em sua essência são poemas, com as palavras escolhidas a dedo para uma sonoridade bonita. Gosto dos blogs que me atingem e são esses o que boto como links ali na barrinha do lado.

E acredito que esses blogs me toquem mais profundamente, às vezes, do que uma palavra dita, falada. Acho que a palavra escrita se grava na cabeça, não sei. É como se se queimasse no cérebro e ficasse ali, rodando, rodando, até ser digerida ou semi-apagada por novas outras palavras que vão ficar ali rodando, rodando.

Não tenho pretensões com as coisas que escrevo. Acho que busco mesmo é aliviar a minha cabeça, botar idéias pra fora. Porque esse é meu livrinho, meu "lixo", meu depósito. É aqui que eu boto um pouquinho de mim que eu não mostro num sorriso ou num MSN ou num café na mesa dum bar. Engraçados os blogs...

blá, blá, blá

Final de semana quente da pôrra! Dias desses que dá vontade de dar um tiro na bunda pra ver se faz ventinho... Porra! Parado você sua. Se movendo você sua. Tomando banho você sua. Nessas horas que é bom parar e pensar: ainda bem que não tinha ninguém na minha cama essa noite. Eu acho que chutava... Sério.
Mas apesar do calor e apesar dos pesares, não tenho muito o que reclamar do final de semana. E muito menos da semana. Foi uma semana dessas que, poderia dizer, eu fiz bastante novos contatos, novos amigos. Adoro novos contatos e amigos. Alguns com contatos mais direto, imediatos, do terceiro grau. Outros nem tantos.
Claro, como toda semana Felipina, um pouco de neura aqui ou ali faz parte. Mas o bom que estão sendo superadas. Enfim... Life goes on.

Hoje vou tirar um espacinho do meu blog pra postar um texto que venho escrevendo já tem um tempo. modesto que sou, acho um ótimo texto e gosto de compartilhá-lo com os outros. gosto de opiniões. quem as tiver, por favor, não poupem...

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tpm: tempos pós-modernos (parte um)


A manhã estava estranha, fria. Estranho fazer frio bem no meio de Setembro, ainda mais no Rio de Janeiro. Me vesti meio que sem jeito, mais uma vez atrasada, tomando meu café num gole só. Caralho! Esqueci de adoçar. Com o gosto amargo daquele café quente que, além de disso me queimou a língua, catei a bolsa, o celular e as chaves do carro e saí, batendo a porta. Como de costume nesse condomínio de merda, o elevador custou a chegar. Toda vez é igual: aperto o botão e o desgraçado passa dois andares acima do meu para, só então, voltar. Uma mulher loira, meio velha – devia ter uns quarenta anos – apertava o botão para o andar da garagem a cada cinco segundos. Eu a observava calada, pasma com a secura de seu cabelo. Tintura barata, com certeza. No sexto andar o elevador parou de novo, dessa vez para um homem gordo, vestindo uma nojenta camisa azul, barba por fazer e aquela cara de sono, entrar. Fiquei com náuseas só de imaginar o bafo da criatura.
— Bom dia, moças.
Se existe uma coisa que me irrita ainda mais quando eu já estou atrasada e de TMP são esses homens nojentos de camisa azul que insistem em me chamar de “moça”. Odeio “moça”. Que palavra escrota! “Moça”... Bah!
A mulher do meu lado continuava a apertar o botão da garagem. O gordo soltou um leve suspiro antes de gargalhar e falar com aquela voz irritante:
– Não adianta fazer isso. Não faz ele ir mais rápido; olhando em seguida para mim, meio que buscando a minha aprovação. Porra! Ele tinha que olhar pra mim?
Dei meu horrível sorriso amarelo segurando minha língua para não mandá-lo à merda e rezando para o elevador descer logo os últimos três andares.
E a mulher apertou mais duas vezes a merda do botão. Que dia! E nem cinco minutos haviam se passado desde que saí de casa. Cacete! Como eu odeio esse gosto de café na boca.

* * *

Saí do quarto ainda pensando em Karen, sentindo o seu cheiro no lençol bagunçado. Não tem jeito! Por mais que eu peça, ela sempre se revira na cama até arrancar todas as camadas de lençóis deixando o colchão a vista. Se ela soubesse o quanto isso me deixa pê da vida...
Ainda com os cabelos amassados e embaraçados eu tentava entender se lá fora chovia ou estava sol. O frio era forte. Esquisito! Frio em Setembro? Cada vez menos eu entendia o Rio.
Enquanto requentava o café no microondas, eu arrumava a bagunça dela – no mínimo havia saído com pressa de novo. Por mais enlouquecedor fosse fazer aquilo, não tinha jeito. Eu derretia só de ver aquele sorrisinho. Aquela boca... Paixão é foda!
Alguns vizinhos berravam lá embaixo. Eu engolia o café com biscoitos com dificuldade, tentando engolir junto aqueles berros antes que eu levantasse e berrasse pela janela: Cala a boca, bando de filho da puta! Detesto vizinhos. Às vezes queria voltar pra minha cidade.
Liguei a tevê e sentei com desleixo no sofá, de perna arreganhada mesmo, sentando sobre ela, naquele sofá vermelho. Precisava mudar aquela cor. Vermelho estava forte demais! Mais notícias de assassinatos eram vomitadas por aquele patético âncora da Globo, enquanto eu brincava com as últimas gotas de café, misturado ao restinho de açúcar no fundo do meu copo de requeijão. Quem me visse jamais diria que eu morava na Barra da Tijuca...
— ...foi baleado quando saía da academia....; anunciava o pentelho.
Esquisito. Pra quê dar só notícia ruim? Acho que tudo isso faz parte de uma rede de conspiração para botar o medo na sociedade como uma espécie de mecanismo de dominação. Uma maneira de manter a população pobre sob controle. Pânico é a melhor saída... Agora eu entendo o porquê da minha mãe ser neurótica e ficar sempre me falando pra tomar cuidado com o Rio de Janeiro e com as “coisas terríveis que vêm acontecendo, com gente morrendo dos modos mais horríveis”. Ainda bem que não vejo tevê quase nunca.
Cada vez eu entendia menos o Rio. Bateu uma saudade da época que eu era uma típica paulistana, vivendo entre prédios e carros, alienada desse tipo de problemas... Saudade daquela época de paulistana sem sal.

* * *

Mais uma vez eu estava presa num elevador... Como se já não me bastasse estar atrasada e de TPM, um rapazinho jovem, duns dezenove ou vinte anos, bem vestido até, mascava um chiclete que, a essas alturas, nem gosto mais deveria ter, fazendo aquele barulhinho irritante. Do lado dele, me medindo dos pés à cabeça, Arnaldo, aquele idiota do RH, com sua barba escrota e verde e a mesma velha camisa surrada pra dentro da calça, tentando puxar assunto comigo, tendo como respostas os meus secos “arrã” e “ã-ã”, daqueles que deixam Marina com os nervos a flor da pele. Mas ele, ao contrário, não parecia se incomodar. A cada andar que subíamos ou que aquela porra de elevador parava, eu rezava baixinho desejando sair dali logo e que aquilo fosse tudo um sonho; assim que eu pisasse fora daquela caixa que sobe e desce, tudo seria lindo, eu seria feliz e o mundo perfeito, cheio de rosas e flores pelo chão onde eu passar. Odeio sonhos! Nunca se realizam.
Aquele papinho babaca sobre ações e investimentos estava me tirando do sério. O rapaz do chiclete olhava calado de canto de olho com um sorrisinho indecente. Ele entendia meu ódio por aquele velho.
A porta abriu e eu saí apressada, esbarrando em quem eu visse na minha frente, falando um rápido “oi” para uns e outros. Só cumprimentava por pura educação, pois minha vontade era mandar todo mundo tomar no cu e sair dali num pulo só.
— Karen?
A voz do meu chefe me soou tão dura quanto um murro no estômago. Não a voz pela voz, que era linda por sinal, mas aquele tom. Aquele tom de “vem-cá-sua-filha-duma-puta-vadia”. Eu nem me virei para responder. Ele detesta quando eu faço isso.
Ele começou a dizer alguma coisa que eu não conseguia decifrar muito bem. Só entendia o final: — É pra hoje, hein?! É pra hoje!.
É pra hoje o caralho dele!

* * *

Adoro dias de folga. Fazia tempo que eu estava trabalhando cobrindo Rosana em suas folgas e nas minhas para ela visitar o namorado babaca dela lá em Vila da Penha. Ninguém merece um namorado em Vila da Penha! E ainda mais aquela vaca da Rosana. Eu não sei como eu consigo ser tão boazinha. Por que eu não nasci sabendo falar “não” pros outros?
Meu dia oficial do ócio não estava sendo nada “ocioso”. Era dia de faxina. Deixar a casa para a louca da Karen arrumar é a mesma coisa que falar para um porquinho da Índia latir. Depois de tirar uma crosta de sujeira do chão da cozinha e praticamente uma peruca inteira do banheiro, de tanto cabelo que no chão, eu ainda tive que varrer, passar pano, passar e lavar roupa – odeio lavar calcinhas sujas de menstruação da Karen!!! Já não bastam as minhas? E como se isso tudo não fosse nada, eu ainda tinha... ou melhor, queria cozinhar um almoço bem gostoso para ela. Ela merecia. Coitada! Pelo menos assim eu sabia que ia conseguir me desculpar por tê-la feito atrasar-se de novo. Acho que eu preciso me conter um pouco mais na cama. Acho que estou com sérios problemas. Distúrbios sexuais, diria eu. Eu preciso ir num sex shop dia desses e comprar um consolo. Talvez seja falta disso...
Independente da falta ou não de pinto, eu tinha que terminar tudo aquilo. E o pior é que aquele era meu único dia para poder ir até o cabeleireiro. Meu cabelo estava um desastre. Eu olhava pro fogão, olhava pro chão, pra foto da Karen na mesinha do computador. Deu um aperto no coração só de pensar em não fazer o frango xadrez que ela tanto gostava. Mas era por uma boa causa, convenhamos. Eu estava indo ficar linda para ela. Não era nem para mim mesma, era para ela. Só pra ela.
Eu realmente estava precisando dum pinto... Essa história de passar dos trinta faz a gente pensar coisas horríveis. Realmente, muito horríveis.

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é isso. não poupem comentários, sejam eles positivos ou negativos. críticas e sugestões são sempre bem boas.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

paciência?

Ok. Você tem vinte e quatro anos e está sozinho. Aí você pensa "Humm... Acho que é uma boa eu me apaixonar agora". Você vai, conhece um cara legal que tem um papo muito do jeitinho que você gosta de ouvir -- talvez sobre filmes, arte, sexo ou coisas desse tipo -- e que, pra ajudar, é bem bonitinho. Aí você pensa "Humm... Acho que esse pode ser uma boa!" e, movido pela sua carência, você acaba cedendo a uma espécie de paixonite virtual e passa a conversar com ele todos os dias. De vez em quando vocês trocam mensagens. Às vezes preferem e-mails, que cabe mais, você pode dizer bem mais, e escrevem longos e-mails apaixonados como se vocês se conhecessem a meses quando na verdade acho que faz uns dois dias que vocês se teclam.
Até aí tudo bem. Mas a coisa começa a ficar um pouco mais intensa: os papos entre internet e telefone acabam ficando mais frequentes e seu coraçao bate um pouco mais forte quando você pensa nele e você se pega pensando nele muito. Mas muito! De vez em quando tem até sonhos mais... digamos, safadinhos, e você pensa "Cara, esse daí é perfeito!". Claro, nessa hora você não tem noção de que a carência é que está te fazendo pensar esse tipo de coisas e, óbvio, é muito bom estar "apaixonado", e melhor ainda é ter alguém que corresponda a sua expectativa. E você vai se deixando levar, fazendo planos, imaginando situações, vocês se beijando num cinema ou talvez numa praia ou quem sabe com você dirigindo e ele segurando a sua mão. E você acredita nisso. Acredita muito nisso. Por várias vezes você acredita até mesmo que está quase amando. Sim, quase amando! E você passa a chamar a pessoa de "amor" ou ainda de algum apelidinho mais íntimo ("mô") e isso em apenas dez dias dessa paixonite virtual.
Os planos ficam mais frequentes e está quase na hora de vocês se encontrarem e, óbvio, tem de ser o encontro perfeito: vocês vão se ver e cair nos braços um do outro num longo e apaixonado beijo e ver que tudo aquilo era o que você sempre sonhou e depois de anos estarão casados e dividindo um apartamento só de vocês, com porta-retratos com tema de cinema e uma larga prateleira de DVDs que vocês assistirão todas as noites para o resto de suas vidas comendo chocolate e tomando Coca-Cola. Aí você se programa todo, faz as malas, dá um jeito na barba, se arruma, fica apresentável apesar das neuroses, bota um CD feliz no carro e vai. E você tem fé e plena certeza de que tudo vai dar certo.
Vocês se conhecem numa rua qualquer. Você que foi buscá-lo. Ele parece bonito. Você gosta do sorriso dele e do jeito dele falar com você. Ele entra no carro e vocês se abraçam um pouco desajeitados, querendo talvez se beijar mas não podem por estarem numa via pública com bastante gente perto, e isso nunca é bom para um primeiro encontro, mesmo que seja com o amor de sua vida. Você bota uma música calminha no carro ou procura algo que agrade o carinha mais perfeito do mundo até que vocês param num sinal e ficam se olhando feito bobos apaixonados, e suas mãos se tocam perto do câmbio. É a glória! Agora você tem certeza de que ele é o cara. O papo de vocês vai muito bem, obrigado, e tudo parece se encaixar até a hora do beijo. O beijo mais perfeito que você já provou! O beijo te acende, te leva as nuvens, você pensa "Uôu!" e fica alucinado. Ele é perfeito! E deseja que o momento nunca mais acabe.
Algumas horas depois vocês estão deitados na mesma cama, pelados, ele te olhando com olhar apaixonado, dizendo aquele monte de coisas que você sempre quis ouvir, beijando sua boca sem parar e tudo que você pensa é "Deus... O que eu estou fazendo aqui?". É como se de repente um balde de água fria caísse na sua cabeça. Não tem NADA de errado com ele. Ok, até tem, mas nada que você realmente ligue. Bom, talvez ligue, mas você pensa que isso é tudo muito irrelevante e prefere respirar um pouco pra ver se não é só um tiquezinho de mau humor que te bateu, afinal você está um pouco cansado. Aí ele começa a te dizer várias coisas de novo e te beija novamente. Ao invés do "Meu Deus, estou no paraíso" que você achou que ia dizer toda vez que a boca dele tocasse a sua, o que você pensa lá no fundinho tentando esconder com um sorriso no rosto é "Realmente... O que eu estou fazendo aqui?". Você tenta achar uma resposta, buscando nele alguma coisa que te atraia. Ele é gatinho, sim. O sexo foi até muito melhor do que você esperava e ele está ali, todo pra você, pronto pra você, se quiser mais uma ele não vai negar. Você continua olhando pra ele e seus pés começam a mexer. Você fica inquieto e não sabe onde por as mãos, então deita sobre elas como se estivesse se abraçando e tenta conter os beijos com um pouco de simpatia, embora você pense que isso não vai funcionar muito bem.
A sua paciência está se esgotando e você tenta se forçar a querer estar ali e não deitado no sofá da sua casa vendo Os Simpsons e brincando com seu cachorro. Não tem mesmo nada de errado com ele. Você se pergunta se são as palavras ou o gosto da boca dele, mas o pior é que é tudo do jeito que você gosta. "Mas por que não estou gostando disso", você continua se endagando. Suas pernas quase sambam sozinhas e você tenta sair da cama mas ele não deixa... Mesmo assim você se levanta e diz que quer ir embora pra sua casa. Ele te olha e não entende nada e você também não sabe ao certo o que vai dizer que não o faça ficar magoado ou sair correndo achando que você é meio maluco. Ele insiste pra que você fique, mas você não tem vontade.
Você agora está no carro e pensando sobre tudo. Você realmente gostou dele. Ele parece um cara muito legal. Até os amigos dele são legais. Você reflete e começa a achar seriamente que você é mesmo louco. E é aí que você descobre o real motivo. Te faltou foi paciência. Desde aquele louquinho do Fábio você não tem tido tanta paciência com os outros. Você já tentou ficar com mais dois ou três caras e todos foram assim: depois de algumas horas você queria sair correndo. Não tinha nada de errado com eles e você queria sair correndo. E você tem sempre medo de tê-los magoado e deseja que isso não tenha acontecido. Você não suporta ver ninguém triste por você. A culpa é muito grande... É, o problema definitivamente não é com eles. Em outros tempos você estaria mais que apaixonado e, provavelmente, com um namoro engatado, mas hoje você mudou. Hoje você não quer exatamente isso. E a verdade é que você não sabe bem o que quer. Talvez você quer espaço. De repente você merece espaço... não, não... você PRECISA de espaço. Depois de um ano desastroso, amorosamente falando, talvez seja hora de rever seus conceitos. E de repente essas pessoas estejam te ensinando alguma coisa. Você sempre aprende com seus relacionamentos, por mais curtos que sejam.
Ok, você tem vinte e quatro anos e está sozinho. Aí você pensa "Humm... Acho que é uma boa eu me apaixonar agora"... Pena que você não tem paciência pra isso. Fica sozinho por um tempo.

Sun and Give and Age - mais uma piada sem graça

Hoje escrevi um texto um pouco deprimente em meu fotolog. Era algo dizendo um pouco sobre minhas neuroses de estar acima do peso e como isso tem interferido em minha vida e as minhas novas táticas de combater esse mal. É engraçado reparar as respostas que recebi. Não que as respostas em si sejam engraçadas. Muito pelo contrário. É engraçado porque é bom ver que as pessoas, em momentos de crise, se prontificam a ser legais contigo, te dando força para sair dessa e seguir em frente com um sorriso no rosto. Acho que isso é o que chamam de solidariedade, não? Gosto do modo com as pessoas se mostram interessadas com o que me aflige e a força que me dão não dizendo palavras bonitinhas, mas sim esfregando com suavidade a realidade na cara e dizendo "Isso mesmo, Phil, vá em frente!", ao invés de ficarem fingindo que está tudo bem e dizendo "É, se você quiser melhorar é bom, mas você tá ótimo assim". E acho que é isso que eu ando procurando ultimamente em minha vida: sinceridade. E digo mais... Pessoas com coragem para serem sinceras. Será que isso vem com a idade? Enfim, pessoas, continuem sendo assim. Porque eu só aprendo e consigo ver quando as coisas me são mostradas na cara.